Jóias Masculinas; Arte a Serviço do Requinte
Nos tempos antigos, homens usavam jóias apenas para reverenciar seus deuses ou para marcarem seu status de líderes em suas comunidades. Com o passar do tempo, as jóias masculinas preferidas pelos grandes reis e líderes do passado, as fivelas, os adornos de mantos, as coroas e os grandes e pesados anéis de sinete; acabaram caindo em desuso e desapareceram.

Talvez pelo próprio receio e frustração que o homem comum tinha em relação aos poderosos, o uso de jóias era visto pelos homens como algo reservado unicamente as mulheres e um grave sinal de fraqueza e feminilidade quando feito por homens. Assim, homens que se interessavam e usavam jóias, eram tidos automaticamente como afeminados e transformados em motivo de chacota por outros homens de seu círculo social. Estranhamente, com o passar do tempo e a evolução dos costumes, o homem moderno pensa muito diferente daquele homem rude e duro do passado. Atualmente o uso de jóias masculinas não está apenas liberado; está praticamente disseminado por todo o público masculino em todas as partes do planeta. Jóias de conteúdo religioso ou mundano enfeitam peitos, pescoços, pulsos e dedos de várias raças, e de homens de vários extratos sociais. O mais interessante e o mais revelador dessa tendência de mudança de hábitos é o uso do brinco.
Especialmente entre o público masculino oriundo de países latinos, o brinco era uma peça da joalheria, restrito apenas as mulheres. Peça exclusivamente feminina, o brinco representava a manutenção do último bastião da masculinidade do passado. A orelha masculina. O que nem é tão verdade assim. Pois homens já usavam brincos desde praticamente o surgimento do ser humano no planeta. Mas, para esse pensamento latino “caliente”, o simples pensamento e avaliação de usar um brinco na orelha era algo abominável. Mas, por volta dos anos 80, esse tabu foi praticamente destruído com a adoção de brincos na orelha esquerda por grande parte dos ídolos masculinos mais caros: os jogadores de futebol. Assim, inúmeros adolescentes partiram em busca de jóias masculinas que fossem parecidas as usadas pelas grandes celebridades esportivas que viam nos campos e na TV. Estava, pois, destruído o último foco do preconceito machista.
Assim, as jóias masculinas, chegaram definitivamente ao patamar de produtos de alta venda e de alta procura. Usar um brinco ou um colar grande e espalhafatoso, já não era mais um símbolo de fraqueza e de feminilidade. Em algumas culturas e tribos (como entre os Rappers americanos) usar jóias masculinas de grande tamanho era, e ainda é, considerado um símbolo de status e de poder econômico. Na estranha filosofia do grupo, quanto mais jóias você usa e maiores elas forem, mais poderoso e respeitado você deve ser. Desta forma, jóias masculinas hoje são elementos do nosso cotidiano e aceitas sem reservas por homens de qualquer idade e faixa econômica. Muitos ainda preferem as jóias discretas e tradicionais. Muitos ainda nem usam brincos. Mas, pouco a pouco, o número dos que usa, adora e recomenda, aumenta consideravelmente.






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